• RainStorm – Capítulo 13

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    Olhos frios que nem o gelo, mas quentes que nem o fogo.

    Cidade de Lumiose, 12 de outubro de 2016.

    Era um bar escuro, com uma coloração toda em vermelho, tanto o chão, como as paredes, o teto e os objetos possuíam esta cor. Um homem vestido com um terno vermelho e bem chamativo, usava luvas negras, um óculos vermelho e um cinto cinza com um símbolo vermelho parecendo uma chama nele. Seu cabelo possuía a mesma cor que sua roupa e tinha um corte estranho que fazia seu cabelo parecer uma chama elevada. Ele estava sozinho dentro do bar, sentado numa mesa, foi então que uma garota de cabelos cor lilás entro pela porta e se sentou a sua frente. A garota tinha uma pele pálida e seus olhos eram roxos. Ela vestia um vestido, que parecia uma camisola, da cor seu cabelo, por cima dele vestia um casaco preto, com detalhes em roxo, que possuía um capuz com duas orelhas de coelhinho. Ela também vestia uma meia longa lilás e sapatilhas negras, por fim usava uma presilha preta e roxa que combina com seu cinto. Ao sentar-se na frente do homem, a garota sem expressão nenhuma no rosto, era impossível saber que sentimento sentia, isto se sentia alguma coisa, perguntou:
    Qual a minha próxima missão?
    Senhorita Yuki, aqui estão todas as informações que precisa saber. – Ele entregou para ela uma pasta de arquivos. – Sua próxima missão será em Aquacorde, um nobre da família Bleu, intitulado de Ludger está pedindo pelos seus serviços em troca de uma grande quantia de dinheiro.
    Estou vendo que sim, mas aqui nos arquivos está dizendo que ele já contratou um grupo de mercenários. Por que ele precisaria de minha ajuda, se já contratou alguém? – indagou Yuki friamente e sem expressão nenhuma, apenas um rosto calmo e sério.
    Acredito que ele quer ter certeza que o trabalho será feito, não importando os custos. Ou talvez, ele apenas queira uma garota bonita que nem você do lado dele. – brincou o homem.
    Kkkkkk, você é tão engraçado, estou morrendo de rir por dentro. – disse ela com o mesmo rosto de sempre, sem esboçar nenhuma expressão.
    O que foi esse kkkk? As pessoas não riem dessa forma.
    Me desculpe, eu quis dizer, ha ha ha ha. – A expressão de Yuki continuava calma e fria.
    Não consigo dizer se você está sendo sarcástica ou se apenas é fria demais.
    Eu achei engraçado de verdade, ha ha. – Yuki dizia uma coisa, mas sua expressão dizia outra.
    Esqueça que eu fiz esta piada! Apenas pegue tudo e vá fazer seu trabalho. – ordenou o homem.
    Você está me ordenando? – indagou Yuki com a mesma expressão séria, mas de certa forma tinha sido assustador.
    Claro que não! Me desculpe, se pareceu isto! – exclamou ele se curvando desesperado.
    Dá próxima vez tome mais cuidado. Se você brincar com a neve pode acabar se queimando. – falou ela enquanto fitava o homem.
    O homem de terno vermelho se curvou várias vezes como se estivesse concordando. Yuki se levantou da cadeira e caminhou até a porta, sempre com a mesma expressão calma e sem emoção, parecia um robô, não um robô mostraria mais emoções.

    Rota 3, 14 de outubro de 2016.

    Depois de saírem de Santalune, Katy e seus amigos chegaram na Rota 3. Era uma rota curta em relação as que eles já tinham passado, mas, mesmo assim, para atravessar ela seria uma grande caminhada. Esta rota, possuía um pequeno lago e várias gramas altas onde passavam diversos pokémon diferentes, algo que deixava Katy encantada.
    Olha é um Azurill! Vou capturá-lo! – anunciou Katy, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, uma pokébola de longe acertou o pequeno pokémon azul e o capturou. – Quem foi o maldito que fez isso?
    Ao se virar, o treinador que havia capturado o Azurill era apenas um menino bem pequeno, uma criança, ele foi até sua pokébola recém-lançada e pegou rapidamente. Os quatro adolescentes se surpreenderam em ver uma criança sozinha naquela rota, foi então que Shiro reconheceu o menino.
    Você não é um dos alunos daquela escola em Santalune? – indagou ele.
    Sim, e você é o irmãozão do Budew. – respondeu o garoto.
    Irmãozão do Budew? Não acredito que as crianças vão me lembrar dessa forma. – Shiro colocou sua mão no rosto como se estivesse decepcionado.
    O que você está fazendo aqui? Não é perigoso para uma criança andar sozinha por esta rota? – indagou Katy.
    Irmãzona do Bidoof! Eu estava procurando um pokémon.
    Irmãzona do Bidoof. – repetiu Katy enquanto sorria e ria felizmente com cara de boba.
    Olha, eu entendo que você queira capturar pokémons, mas é perigoso, então é melhor você voltar para sua casa e se quiser sair pelas rotas pedir o acompanhamento de alguém mais velho. – contou Kuro.
    Mas eu queria muito pegar este pokémon, irmãozão da espada.
    Irmãozão da espada! Gostei de você, quer que eu faça uma comida deliciosa para você.
    Não! – exclamou Eve, preocupado com qual fim aquele menino teria se comece a comida do Kuro. – Não há tempo para isso, você tem que voltar logo para sua casa, seus pais devem estar preocupados.
    O menino virou a cabeça e fitou Eve com um olhar frio e de desinteresse:
    E você? Quem é?
    Eve sentiu ter recebido uma flechada na sua espinha.
    Não se lembra de mim?
    Nunca vi você na minha vida. – Outra flechada, dessa vez no joelho.
    Acho que vou ficar depressiva por um bom tempo. – desabafou ela.
    De qualquer forma, o Kuro está certo… Que coisa mais estranha de se falar. – comentou Shiro.
    Ei! – reclamou Kuro.
    Você tem que voltar para sua casa, está bem? – indagou Shiro ao menino.
    Está bem.
    O menino se virou para a cidade de Santalune e começou a voltar, mas antes que ele desaparecesse de vista, Katy resolveu perguntar:
    Só para saber, qual era o pokémon que você estava procurando?
    O Bidoof lendário, dizem que por estas rotas, há um Bidoof com a coloração dourada e brilhante.
    Depois de responder a pergunta, o menino foi embora.
    Vamos indo. – decidiu Eve.
    Evelyne e os dois irmãos começaram a caminhar, mas Katherine permaneceu parada.
    O que foi, Katy? – indagou Eve.
    Katy virou seu rosto para Eve, segurou suas duas mãos e disse determinada:
    Eu quero capturar esse Bidoof lendário!
    Mas é apenas uma lenda, nem sabemos se ele existir de verdade. – explicou Eve.
    Mesmo assim, quero encontrar ele, você vai me ajudar?
    E se ele não for real?
    Katy já tinha largado as mãos de Eve e segurava as mãos de Shiro e Kuro, ignorando completamente Eve.
    Vocês dois também vão me ajudar? – indagou Katy, seus olhos mostravam uma grande determinação.
    Os dois irmãos se deram de ombros, sabiam que quando o assunto era Bidoof, não dava para tirar isto da cabeça da garota furisode. Eve ficou triste e um pouco com raiva por ter sido ignorada, mas resolveu ajudar sua amiga.

    Floresta de Santalune, 14 de outubro de 2016.

    Era uma grande floresta fechada por árvores, não se podia ver a luz do sol, apenas em lugares específicos onde as árvores não cobriam o céu. A floresta era normalmente calma e serena, mas por algum motivo ela estava bem agitada, um morcego azul com asas roxas atravessa a floresta em alta velocidade, desviando de árvores e pokémons. Passos podiam ser ouvidos, algumas pessoas estavam perseguindo o morcego.
    Droga! Aonde foi que aquela Zubat desgraçada se meteu? – indagou um dos perseguidores.
    Acho que não temos mais como encontrá-la, esta floresta fechada e cheia de árvores, com certeza, dará vantagem a Zubat. Não adianta mais ficarmos procurando. – respondeu outro.
    Você tem razão. – concordou o primeiro perseguidor. – Mas que droga! O chefe vai ficar muito furioso.
    Os homens desistiram de perseguir a Zubat, mas por estar desesperada em fugir, ela continuou voando em alta velocidade para se distanciar o máximo que pudesse daqueles dois.

    Rota 3, 14 de outubro de 2016.

    Os quatro continuavam na Rota 3, Katy conseguiu convencer a todos a ajudá-la. Enquanto Katherine estava a frente de seus amigos, os outros trés estavam alinhados olhando para garota que passava ordens como se fosse uma capitã de exército ordenando seus soldados.
    Hoje, temos uma missão muito importante! – disse Katy andando de um lado para o outro. – Temos que encontrar este Bidoof lendário a qualquer custo. Não quero desculpas, mesmo que percam seus braços, pernas ou até mesmo cabeça, vamos continuar procurando.
    Ela só pode estar brincando. – sussurrou Kuro para seu irmão.
    Pior que eu acho que ela está falando sério. – sussurrou Shiro.
    O que vocês estão falando? É para prestar atenção aqui, soldados! – exclamou Katy.
    Soldados? Isto está indo um pouco longe demais. – comentou Eve.
    Disse alguma coisa? – indagou Katy com um tom de voz assustador.
    Não!
    Muito bem, voltando para o assunto importante. Vamos nos separar e procurar pelo Bidoof, não quero descanso! Vamos procurar até não aguentarmos mais! – Katy levantou o braço para o céu e gritou como se estivesse esperando que os outros gritassem também, mas ninguém fez nada. – Eu disse, vamos procurar até não aguentarmos mais!
    Sim! – gritaram os outros três.

    Nos separamos por áreas e cada um ficou responsável por uma parte da Rota 3. Nós tínhamos que encontram o Bidoof Lendário a qualquer custo! Finalmente eu poderia realizar meu sonho de capturar um dessas fofuras e ainda por cima um especial!

    O garoto de cabelos castanho claros procurava pelo Bidoof lendário perto da escada onde a rota era dividida entre sua parte alta e parte baixa.
    Não estou encontrando nenhum pokémon. Se continuar nesse ritmo só vamos sair daqui amanha. – pensou Shiro.
    Um arbusto perto do garoto tremeu um pouco. Shiro ficou atento e caminhou até o local devagorosamente para não assustar o pokémon que havia aparecido. Ao chegar do lado do arbusto viu o pokémon, ele era estranho, parecia uma cobra amarela com tons azuis e possuía duas asas brancas minúsculas.
    Um Dunsparce?
    O pokémon serpente terrestre encarou Shiro, que o olhava com decepção nos olhos. Isto assustou o Dunsparce que usou sua calda, que mais parecia uma furadeira, para cavar para dentro do solo e fugir.
    Acho que vou desistir e voltarei a ler o meu livro. – comentou Shiro ao retirar um livro de sua mochila. – Tomara que a Katy não descubra. Não quero receber uma bronca.


    O garoto de cabelos negros procurava pelo Bidoof na parte inferior da Rota 3, mas nada ele achava foi então que viu uma árvore tremendo e chegou perto dela.
    Você está se escondendo ai em cima, não é Bidoof! – Kuro pegou sua espada, ainda com ela dentro da bainha, começou a bater na árvore a fazendo tremer e um pokémon caiu do topo e acertou sua cabeça. – Ai!
    Ao olhar para ver quem tinha o acertado viu um Pidgey. O pokémon pássaro estava com raiva de Kuro por ter atrapalhado seu sono e voou para cima do garoto o picando várias vezes na cabeça.
    Ai, ai! Foi sem querer! Na verdade não foi, mas tá doendo! – reclamou Kuro enquanto corria de um lado para o outro e Pidgey o continuava picando na cabeça. – É sério, me desculpa!


    A princesa procurava perto do pequeno lago que existia naquela rota. Encontrava diversos pokémons, mas nenhum era o Bidoof.
    Estou ficando cansada. Procurar pokémons no mato, com certeza, não é um trabalho par uma princesa. – Eve sentou no chão de cansaço.
    Quando já tinha perdido as esperanças, um pokémon amarelado correu por sua frente, ao olhar com atenção Evelyne percebeu que era um Pikachu. Seus olhos brilharam e ela correu atrás do roedor elétrico.
    Pikachu! Vem aqui!
    O pokémon roedor parou de correr e encarou Eve que tentou chegar mais perto, mas recebeu um raio, era um Thunderbolt do Pikachu que a acertara. Depois, disso enquanto Eve ainda tentava se recuperar do ataque, o Pikachu fugiu.
    Eu só queria brincar um pouco. – comentou Eve.


    Enquanto seus amigos continuavam procurando o Bidoof em outros locais, Katy o procurava na parte superior da rota, perto da entrada da Floresta de Santalune.
    Bidoof! Vem aqui! Eu sei que você está se escondendo em algum lugar!
    Katy ouviu um barulho de grama se mexendo, ao olhara para o local de onde o som tinha vindo se deparou com um pokémon castor que possuía um pelo marrom claro, diferente dos normais que eram marrons normais.
    É o Bidoof Lendário! – Os olhos de Katy pareciam dois grandes faróis que emitiam uma imensidão de luz.
    Ao ouvir a voz da garota furisode, o Bidoof se assustou e correu para dentro da floresta.
    Se fazendo de difícil. Não tem problema! Bidoof, você será meu! – Katy seguiu o castor, assim entrando na floresta.

    Floresta de Santalune, 14 de outubro de 2016.

    Bidoof, Bidoof, Bidoof, Bidoof, a grande família Bidoof! O Bidoof malvado e desobediente, o Bidoof doce e gentil. Todos se juntam e vira uma família de cem. – cantava Katy enquanto corria atrás do Bidoof.
    A floresta ficava cada vez mais escura, mas Katherine não desistia de ir atrás do castor. Ela estava bem próxima de conseguir agarrá-lo, mas então uma Zubat que voava sem direção se colidiu com a cabeça de Katy, fazendo as duas caírem no chão e assim deixando o Bidoof fugir.
    Ai, ai. – reclamou Katy tocando no galo em sua cabeça. – Quem foi o idiota que me acertou?
    A garota furisode olhou para os dois lados e viu a Zubat caída no chão ao seu lado.
    Foi você! Vou acabar com sua raça.
    A Zubat rapidamente levantou e mordeu a mão de Katy que fritou de dor.
    Seu Zubat maldito! Primeiro você me atrapalha, agora me mordi. Isso não vai ficar barato! Saia, Goomy! – Ela liberou Goomy que apareceu em cima de sua cabeça. – Goomy, vamos acabar com esse Zubat! Use Iron Tail!
    Goomy pulou para cima, sua calda metalizada foi formada e ele tentou acertar a Zubat que desviou facilmente.
    Que rápido! – comentou Katy. – Goomy use Bubble!
    Goomy cuspiu diversas bolhas em cima da Zubat, que conseguiu desviar de todas.
    Agora use Iron Tail!
    Como a Zubat ainda desviava das bolhas, não teve tempo de reação e recebeu o ataque em cheio. Ela foi jogada para longe, mas logo recobrou o voo. Foi então que ela começou a multiplicar-se, formando diversos clones suas, era o Double Team.
    Goomy use Bubble!
    Goomy cuspiu diversas bolhas acertando, os clones da Zubat em procura da verdadeira. Foi então que as asas da Zubat e seus clones começaram a brilhar, após isso a Zubat contra-atacou voando em direção ao Goomy que como não sabia quem era a verdadeira tomou o dano.
    Não vamos perder! Goomy, Iron Tail!
    Goomy pulou com sua calda metálica e tentou acertar a Zubat que usou Double Team novamente, se multiplicando. Goomy continuava com o Iron Tail pulando de um clone para o outro em busca da verdadeira. Zubat então usa o Wing Attack mais uma vez, suas asas brilham e ela parte para cima do Goomy junto com seus clones.
    Goomy use Protect e depois rebata-o com Iron Tail!
    A Zubat e seus clones acertaram o Goomy, mas o ataque foi ineficaz, pois uma barreira transparente foi formada ao redor do corpo do pokémon dragão que contra-atacou usando o Iron Tail, acertando a verdadeira que voo para longe e acertou seu corpo em uma árvore, assim quebrando um galho. Apesar de ter recebido bastante dano a Zubat continuava acorda, ela parecia estar bem cansada, encarou Katy e voo para longe, saindo da visão da garota.
    Resolveu fugir? Volte aqui, ainda não te mostrei tudo que tinha para dar! – gritou Katy, mas não adiantou, o pokémon morcego havia fugido.

    Depois de me acalmar um pouco pelo que acabava de acontecer, percebi que já estava ficando tarde e que eu estava perdida no meu da floresta. Fiquei preocupada, mas logo me lembrei do motivo de eu estar ali. O Bidoof Lendário! Eu não podia desistir ainda, tinha que encontrá-lo.

    Rota 3, 14 de outubro de 2016.

    Já estavam anoitecendo, a lua já começava a aparecer, mas apenas Kuro e Eve tinham voltado para o local marcado.
    Cade aqueles dois? Será que estão perdidos? Normalmente sou eu que me perco. – disse Kuro.
    Estou começando a ficar preocupada, já está bem tarde. – comentou Eve.
    Vou tentar ligar para eles! – sugeriu Kuro, mas não adiantou, nenhum dos dois atendia. – Por que eles não atendem?
    Isto é bem estranho.

    Floresta de Santalune, 14 de outubro de 2016.

    A floresta estava bem escura, como as árvores fechavam a visão para o céu, pouca luz da lua conseguia iluminá-la. Shiro estava lá caminhando a procura da garota furisode.
    Aquela Katy, entrou na floresta sem nem pensar duas vezes. Resolvi seguir ela, mas acabei a perdendo de vista. – Shiro pegou e olhou seu celular. – E o pior de tudo, aqui nessa floresta não tem sinal, por que me sinto num deja vu?


    Bidoof! Bidoof! Onde você está? – questionou Katy.
    Ela continuava pela floresta, mesmo estando muito tarde e escuro. Foi então que Katherine viu o Bidoof de cor dourada ao lado de uma árvore que estava sendo iluminada pela lua.
    Finalmente te achei! – Katy pegou uma pokébola em sua mochila. – Não vou perder essa chance, vou te capturar agora!
    Ela arremessou a pokébola de sua mão mirando no Bidoof, mas antes que sua pokébola batesse no castor, uma outra pokébola, que veio do lado oposto, acertou o Bidoof em cheio e o puxou para dentro. A pokébola tremeu uma, duas, trés vezes e então o barulho de captura foi ouvido. Enquanto isso a pokébola de Katy acertou o chão e se quebrou.
    Não pode ser! – exclamou Katy.

    Primeiro o Azuril, agora o meu Bidoof mais fofo que existe! A vida só pode ser injusta!

    Uma garota de olhos roxos e cabelos da cor lilas saiu de um dos arbustos, pegou a pokébola que havia capturado o castor e disse:
    Ebá, capturei o Bidoof Lendário. – A sua voz não passava nenhuma emoção, era mais fria que o próprio gelo.
    Esse Bidoof era meu! Eu estava seguindo ele desde a Rota 3! – reclamou Katy.
    A garota olhou para Katy e com a mesa voz fria contestou:
    Foi minha pokébola que capturou ele.
    Mas eu fiquei o dia todo seguindo ele! Eu mereço esse Bidoof! – argumentou Katy. – Além do mais, eu duvido que você goste tanto do Bidoof quanto eu.
    Você está errada. Eu sou a maior adoradora de Bidoof da fase da terra. Um dos meus sonhos era capturar um e agora eu consegui, ainda por cima um especial. Estou tão feliz, não consegue ver meu sorriso? – Sua expressão continuava sem emoções e sua voz fria.
    Você não está nem sorrindo! Pare de mentir e me dê esse Bidoof!
    Já sei, vou chamar o Bidoof de Prateado. – comentou a garota ignorando completamente Katy.
    Primeiro ele é dourado! Segundo, preste atenção em mim! – berrou Katy.
    Você ainda está ai. Por que não vai embora e me deixa a sós com o meu Prateado. – A inexpressividade da garota chegava assustar.
    Katy estava ficando nervosa, queria muito aquele Bidoof, mas aquela treinadora tinha o capturado primeiro, foi então que ela teve uma ideia.
    Por que não batalhamos? E a vencedora fica com o Bidoof. – sugeriu Katy.
    Uma batalha? Faz tempo que me desafiam para uma batalha. Eu aceito, mas como o Bidoof já é meu vou querer outra coisa se eu vencer.
    E o que você vai querer? – indagou Katy.
    Eu não sei. Decido isto, depois de te derrotar. – respondeu ela de forma calma e fria.
    Está certo, mas que vai ser derrotada é você!
    Antes de começarmos, queria me apresentar. Meu pai me ensinou que antes de se batalhar contra alguém é importante saber o nome do oponente. Eu me chamo Yuki.
    Muito bem, Yuki! Eu sou Katherine Fée! Grave bem este nome, pois a pessoa que o possui te derrotará!
    Não seja convencida, vamos começar logo com isso. – Yuki pegou uma pokébola negra com linha amarelada, era uma Ultra Ball. Ela arremessou e dela saiu um Snorunt.
    Nunca vi este pokémon! – Katy pegou a Pokédex que apitou e uma voz robótica disse: “Snorunt, o Pokémon Chapéu de Neve. Eles vivem em regiões gélidas. Nas estações sem neve, como primavera e verão, ele sai para viver entre estalactites e estalagmites de cavernas congeladas. É dito que ele traz prosperidade aos lugares que visita.”. – Muito legal! Mas o meu é melhor ainda, vai Piplup!
    A garota furisode arremessou sua pokébola e liberou o pokémon pinguim.
    Um Piplup, que interessante. – Apesar do que disse, sua voz e expressão parecia desinteressado e distante.
    Piplup, esta é nossa primeira batalha juntos! Vamos derrotar nossos oponentes! – O pokémon aquático bateu no próprio peito e repetiu seu nome como se concordasse.
    Se já terminou de conversar, eu começarei. Snorunt use Ice Shard.
    Piplup use Icy Wind!
    Snorunt assoprou diversas pedras de gelo para cima do Piplup que assoprou uma ventania forte de gelo, fazendo os ataques se colidirem e destruindo as pedras.
    Agora, use Pound! – ordenou Katy.
    Piplup correu em direção ao Snorunt e com sua mão brilhando acertou um soco em seu rosto.
    Snorunt use Double Team.
    O Snorunt começou a multiplicar-se, criando diversos clones.
    Já estou começando a ficar cansada desse movimento. – comentou Katy. – Piplup use Bubble e em seguida Pound!
    Piplup cuspiu bolhas de água em cima dos Snorunt destruindo alguns clones, com apenas cinco sobrando o pokémon pinguim correu em direção ao pokémon de gelo e acertou seu punho no primeiro e depois virou-se para esquerda, acertando o segundo.
    Interessante, seu Piplup é bem ágil. Mas não é suficiente. Snorunt use Headbutt.
    Faltava apenas dois clones e o Snorunt verdadeiro, a cabeça dos trés começaram a brilhar e então eles dispararam para cima do Piplup.
    Pule e use Bubble!
    Os Snorunt estavam chegando perto do Piplup, quando um acertaria a cabeçada nele, o pinguim pulou e cuspiu diversas bolhas que destruiu dos últimos dois clones, mas então o último Snorunt o verdadeiro pulou tentando acertar sua cabeçada no Piplup.
    Defenda com o Pound!
    A mão de Piplup brilhou e então ele socou a cabeça do Snorunt, mas não foi suficiente a cabeçada do pokémon chapéu de neve era mais forte e então Piplup recebeu golpe em cheio e voo para longe caindo de cara no chão.
    Piplup! – grito Katy, mas o pinguim não desistiu e se levantou. – Você ainda pode continuar?
    Ele afirmou com a cabeça.
    Então vamos! Piplup use Bubble!
    Snorunt use Ice Shard.
    Piplup cuspiu suas bolhas e Snorunt assoprou suas pedras de gelo, que ao se coliderem com as bolhas, as partiram e atravessaram acertando o Piplup.
    Agora use Headbutt.
    Snorunt correu em direção ao Piplup que ainda se recuperava do último ataque e o acertou em cheio com sua cabeçada, assim o nocauteando.
    Piplup! – Katy correu até seu pokémon que estava caído no chão e o pegou no colo. – Você batalhou bem.
    Piplup abriu os olhos e fez um cara feia, como se estive triste por ter perdido.
    Não fique assim. As vezes perdemos, as vezes ganhamos. Descanse um pouco. – Katy retornou o pinguim para pokébola. – Parece que eu perdi.
    Ainda não. – discordou Yuki.
    Mas o Piplup foi nocauteado.
    Eu estou me divertindo, quero batalhar mais com você. Se você tiver outro Pokémon use e se você derrotar o meu Snorunt com ele, a vitória será sua. – Yuki continuava com a inexpressividade de sempre, mas o tom de sua voz parecia um pouco empolgado, tão pouco que quase ninguém perceberia.
    Está bem, eu possou mais um pokémon. Mas dessa vez, eu não perderei. – Katy pegou sua Primer Ball e a jogou. – Goomy vamos vingar o Piplup!
    Um Goomy, parece que eu estou na vantagem. – comentou Yuki.
    Não conte vitória antes do fim. Goomy use Iron Tail!
    A cauda metálica do Goomy se formou e o pokémon dragão pulou para cima do Snorunt.
    Iron Tail? – repetiu Yuki.
    Apesar de continuar com sua expressão fria e calma, o Iron Tail surpreendeu a Yuki e seu Snorunt que não tiveram tempo de reação. A cauda do Goomy acertou em cheio o Snorunt de cima para baixo, o colidindo com o chão e fazendo um buraco no solo. O ataque pareceu fazer muito efeito no pokémon de gelo, mas ele conseguiu se levantar.
    Devo admitir que fiquei surpresa com o Iron Tail, mas continuo na vantagem. Snorunt use Double Team e em seguida Ice Shard.
    O Snorunt multiplicou-se novamente e então assoprou diversas pedras de gelo para cima do Goomy.
    Rebata com Iron Tail e depois acerte os Snorunt!
    Goomy pulou e com sua cauda rebateu todas as pedras de gelo que foram jogadas em cima dele, depois ele pulou para cima dos Snorunt acertando cada um com sua cauda, até que sobrou apenas um.
    Snorunt use Protect.
    Quando a cauda de Goomy estava preste a acertar o Snorunt uma barreira de energia transparente foi formada ao redor do corpo do pokémon de gelo, impedindo o ataque.
    Contra-ataque com Ice Shard.
    Snorunt assoprou as pedras de gelo que acertaram o Goomy o jogando para o alto.
    Agora pule e o acerte com Headbutt.
    Goomy use Tackle!
    O pokémon dragão ainda estava no ar, Snorunt já com sua cabeça brilhando pulou para acertá-lo, mas Goomy conseguiu virar se corpo e acertou a cabeça do Snorunt com sua investida. A colisão causou uma arremessou os dois pokémons, Snorunt para o chão que consegui pousar tranquilamente e Goomy para o céu.
    Snorunt use Ice Shard.
    Goomy use Protect!
    Snorunt assoprou suas pedras de gelo para o alto tentando acertar o Goomy no ar, mas o Protect foi formado destruindo as pedras com a barreira.
    Goomy use Iron Tail!
    Snorunt use Double Team.
    Snorunt se multiplicou novamente, Goomy criou sua cauda metálica mais uma vez e acertou um dos clones o destruindo, mas errando o verdadeiro Snorunt.
    Snorunt use Ice Shard.
    Goomy, Protect!
    Snorunt e seus clones soltaram a pedra de gelo para cima do Goomy que não conseguiu usar o Protect recebendo todo o dano.
    Continue com Headbutt.
    Goomy mal teve tempo de seu levantar e o Snorunt o acerta com sua cabeçada o jogando para longe e o fazendo colidir com o pé de uma árvore.
    Goomy! – exclamou Katy preocupada.
    Ainda não acabou. Snorunt use Ice Shard e continue até eu mandar parar.
    Snorunt assoprou as pedras de gelo para cima de Goomy que estava preso na árvore, assim acetando novamente. Não era possível ver o Goomy por causa da fumaça que fazia, as pedras de gelo não parravam de o acertar como se fosse uma metralhadora.
    Goomy! Por favor, pare!
    As pedras de gelo continuavam até que a árvore que o Goomy estava preso e onde as pedras de gelo acertaram, desabou fazendo um alto barulho.
    Assim está bom, pode para Snorunt. – O pokémon fez com ordenado e parou de atirar suas pedras de gelo. – Agora sim, você perdeu.
    Katy correu até o dragãozinho e o carregou nos braços, ele estava muito ferido.
    Me desculpe, Goomy. Essa derrota foi culpa minha. – Katy retornou seu Goomy para dentro da pokébola. – Então, Yuki, já sabe o que vai querer de mim?
    Boa pergunta. Sabe, eu gostei de você, a batalha foi muito divertida. – Yuki caminhava até Katy com o rosto calmo e fria de sempre. – Mas, quando pequena eu aprendi que uma derrota só pode ser paga de uma forma…
    Yuki chegou ao lado de Katy e encostou sua boca no ouvido da garota furisode e sussurrou:
    Com sua vida.
    Yuki deu uma joelhada na barriga de Katy a fazendo cuspir sangue, depois ela segurou o rosto da garota furisode com uma mão e com a outro socou o seu queixo a arremessando para cima. Yuki se distanciou de Katy, que ainda estava em choque tentando se levantar.
    Vamos acabar logo com isso. Snorunt use Ice Shard!
    Katy ainda tentava se levantar, mas quando olhou para frente viu apenas uma pedra de gelo enorme vindo em sua direção, suas mãos tremeram, ela tentou se levantar e desviar, mas não conseguiu e a pedra de gelo acertou seu busto o congelando e fazendo a garota desmaiar, a arremessando para longe.


    Shiro continuava procurando por Katy na floresta, foi então que ele ouviu um grande barulho, que parecia uma árvore caindo. Ele correu na direção de onde tinha ouvido o som e quando chegou lá. Viu Katy no chão tentando se levantar e uma outra garota de cabelos lilás em pé ordenando seu Snorunt acertar a garota furisode. Ao ver aquilo Shiro nem pensou duas vezes e correu em direção a Katy tentando a salvar do ataque, mas não conseguiu a tempo, a pedra de gelo já havia a acertado e a arremessado para longe, Shiro correu e conseguiu agarrar Katy antes que ela batesse com a cabeça no chão.
    Katy! Katy! Por favor, responda! Katy! – gritou Shiro desesperado com sua amiga em seus braços. – Ela está congelando, sua respiração está fraca.
    Que interessante, não sabia que alguém estava assistindo. – comentou Yuki sem emoção nenhuma.
    Você! O que fez com a Katy?
    Não consegue ver, eu congelei o coração dela. – A naturalidade com que ela falava aquilo assustava Shiro e o deixava com raiva.
    Sua desgraçada! Por que você fez isso?
    Quem sabe? Pode ter sido por ela ter perdido a batalha ou simplesmente porque me deu vontade.
    Shiro rangia os dentes e apertava sua mão com tanta força que suas unhas aranharam sua pele, a fazendo sangrar.
    O que foi? Está me olhando de forma estranha. Isto é raiva? Está furioso por eu ter machucado sua amiga?
    A respiração de Shiro estava ofegante, seu coração batia mais rápido, ele estava muito nervoso, sentia seu corpo ficar mais quente de raiva.
    Esses seus olhos, são muito interessante. – comentou Yuki.
    O que você está querendo dizer?
    Nada, apenas que eles não demonstram nenhuma preocupação, mas apenas raiva.
    Está dizendo que eu não estou preocupado com a Katy? – berrou Shiro.
    Não, claro que não. Eu sei que você está preocupado com ela, mas neste exato momento a raiva está te consumindo, posso enxergar isto através de seus olhos.
    Cale-se!
    Sabia que podemos enxergar a alma das pessoas olhando apenas para seus olhos. – Yuki se aproximou de Shiro e segurou seu rosto com as duas mãos. – Seus olhos são muito interessantes, vejo muito sofrimento, muitos sentimentos ruins, como ódio, tristeza, raiva, mas, ainda assim, vejo uma grande determinação e esperança, mas que um dia será consumida pelo ódio que seu coração sente. São olhos frios que nem o gelo, mas quentes que nem o fogo.
    Shiro continuava segurando Katy com uma de suas mãos e com a outra empurrou Yuki.
    Tem outra coisa nos seus olhos que me deixou muito intrigada. Eles não são olhos comuns, mas são olhos de alguém que já matou e que pretende matar novamente.
    Não! Você está errada! – berrou Shiro.
    Estou? Você está querendo me matar agora, não está? E se eu te desse essa chance, o que faria?
    Cale-se! Você não sabe nada sobre mim!
    Yuki se aproximou de Shiro, tirou uma faca de seu casaco e colou na mão do garoto.
    Vamos me mate. – Yuki aproximou seu pescoço da faca que estava na mão de Shiro.
    Os batimentos de Shiro aceleravam, ele estava perdendo a sanidade.
    Me mate, prove que eu estou certa e que você é um monstro. – Yuki falava tranquilamente e de forma fria como sempre. – Se você não me matar agora, eu matarei sua amiga.
    Já com a sanidade esgotada, Shiro empurrou a faca através do pescoço de Yuki, mas então sua outra mão segurou a mão que segurava a faca. Assim fazendo apenas um corte pequeno no pescoço de Yuki que sangrou um pouco, mas nada que pudesse matá-la.
    Eu não sou mais assim. Eu nunca mais vou matar ninguém! – A mão de Shiro tremia, mas segurava a faca firmemente, depois de algumas respirações profundas, ele conseguiu largar a faca, mas sua mão tremia cada vez mais.
    Parece que as trevas ainda não dominaram completamente seu coração. Você continua tentando lutar contra si mesmo, mas algum dia o monstro que vive dentro de você se libertará e quando esse dia chegar, você matará novamente e depois disso nunca mais conseguirá voltar a viver pacificamente. – contou Yuki.
    Não! Você está errada!
    Você não pode evitar isto. Afinal está no seu sangue, o sangue de um assassino.
    Pare! Pare! Você está errada, errada!
    Yuki olhou para a lua e falou:
    Parece que perdi muito tempo, já vou indo. Mas antes, queria te dar um conselho. Se você realmente se importa com esta garota, você deverá ir embora, caso ao contrário, você trará apenas dor para ela. – Yuki desapareceu enquanto caminhava para o meio da floresta.
    Shiro ainda com Katy no seu colo, tentava se acalmar e sua sanidade estava voltando.
    Katy. Katy. Katy. Eu vou te salvar, eu prometo. – Shiro se levantou carregando a garota furisode em seus braços.
    Ainda com a respiração acelerada ele correu pela floresta em busca de alguma saída. O desespero tomava conta de seu corpo, se não achasse ajuda logo Katherine morreria. Ele corria de um lado para o outro naquela floresta escura procurando por alguém ou uma rota de fuga, foi então que viu uma luz, estava se aproximando e viu a saída, atravessou ela e viu uma placa dizendo “Cidade de Aquacorde” com uma seta para apontando para frente.
    Aquele dia poderia ter começado como qualquer outro, mas se transformou em um desastre que era apenas o começo da grande dor e desespero que eles sentiriam em seus …

    Corações.

  • RS:13 - Notas do Autor

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    Antes de ler as Notas, leia o capitulo correspondente primeiro. Spoiler Alert

    Finalmente estou começando o Arco “Entre Gelo e Fogo”, eu estava muito ansioso para que a fic chegasse neste ponto, pois muitas coisas incríveis acontecerão! Espero que gostem de ler este arco tanto quanto eu estou gostando de escrever. Este é apenas o primeiro capítulo desse grande arco que terá uma considerável quantidade de capítulo, não será um enorme quantidade, mas será o maior arco da fic até então.

    E que comece o desespero! Espero que vocês tenham gostado do capítulo, ele foi um dos capítulos com mais batalhas até então, espero que tenham gostado delas. Mas é claro que o destaque deve ter ficado para Yuki, uma das principais antagonistas da história, gostaram dela? Odiaram ela? Quais suas opiniões sobre ela? Não quero falar muito dela para não dar spoilers, mas prometo que ela vai causar grandes problemas para Katy e sua turma. Este capítulo também teve grandes revelações e, com certeza, deixou muitas perguntas no ar. Qual o objetivo da Yuki? Por que a Zubat estava fugindo de dois homens? O que aconteceu com Shiro no passado? Katy sobreviverá? Essas e muitas outras perguntas serão respondidas nos próximos capítulos! Rsrsrs ficou parecendo propaganda da novela das oito rsrsrs. Certamente muita coisa aconteceu neste capítulo, algumas mais impactantes que as outras. Quero saber de vocês, o que acharam? Espero que tenham gostado! Comentem suas impressões sobre o capítulo! Muito obrigado por terem lido até aqui! Tudo de melhor e até mais!
  • Quem venceu a liga Kalos? (Spoilers) + Desabafo

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    Olá Pokémaniacos!
    Como a maioria já deve estar sabendo, o Ash perdeu novamente e Alan se tornou o vencedor. Sim é algo triste e que deixou muitas pessoas revoltadas. Eu entendo perfeitamente e não vou mentir, na hora que o Greninja desmaiou, eu fiquei extremamente revoltado, decepcionado e triste. Mas então você me diz, "Mas o Ash sempre perde a liga, então é algo normal." Isto é verdade, mas para mim que estou acompanhado Pokémon desde de Kanto, assistindo XY, teve muitas "dicas" que o Ash ganharia, ele tinha o Greninja dele, estava mais maduro que nunca, chegou na final pela primeira vez na vida para enfrentar Alan, um rival que ele nunca tinha vencido e todos os rivais que o Ash perdia na região eram derrotados na liga, além disso tudo, o jeito que a historia caminhava nos levava a crer que o Ash ganharia e o pior de tudo o titulo do episodio "Vitoria na Liga Kalos! A Batalha suprema de Ash!" Eu sei que não disseram o vencedor no titulo, mas ele era extremamente sugestivo, se era para o Ash perder, por que o titulo não foi "Ash-Greninja VS Mega Charizard! A Batalha suprema!" ou qualquer coisa do tipo, onde a vitoria(que foi derrota) de Ash não parece tão possível.
    De todas as ligas até agora, esta era a que Ash tinha mais chance de vencer e muitas pessoas apostavam nisso, inclusive eu, sei disso pois sempre acompanhou muitos sites de vários países e lugares do mundo incluindo japonês e em todos que olhava a maioria apostava na vitoria de Ash e infelizmente isto não aconteceu! Fiquei a manhã toda triste e com raiva, com o tempo a raiva foi passando, teve um lado bom na historia disso tudo, Ash progrediu em Kalos e chegou na final pela primeira vez, mas parece que os escritores do anime resolverem jogar isto tudo fora com a derrota de Ash. Talvez eu tivesse colocado muitas esperanças, mas não foi apenas eu, e isto causou uma grande revolta, a Pokémon Company e os retoristas do anime estão sendo xingados sem parar no Twitter, eu entendo perfeitamente esta revolta de todos, mas eu peço a todos que não façam isso. Eu sei que eles foram troll demais, colocaram muito hype em cima do Ash para estragar tudo, mas xingar eles não vai adiantar mais nada.
    Muitas pessoas estão dizendo que vão desistir do anime, como já disse eu entendo, mas não concordo, pelo menos, eu não irei. Eu gosto de assistir Pokémon e XY está sendo a melhor saga de todas em minha opinião, a liga teve ótimas batalhas muito bem animadas e a batalha do Ash contra o Alan foi uma das melhores do anime, mesmo com essa derrota totalmente triste e frustante do Ash, que eu achei muito injusta, dessa vez o Ash merecia ganhar mais que nunca. Mesmo com esses sentimentos mistos, ainda assim foi uma ótima saga e o Arco da Equipe Flare promete muito, só espero que os escritores não estragam tudo como fizerem com o final dessa batalha. O que eu penso agora, é apenas medo, pois eu amei a saga de XY, e espero que o arco da Equipe Flare seja muito bom assim como o final da saga. Outra coisa que estou com mais medo é de tirarem a Serena, pois agora que o escritores fizeram o Ash perder, mesmo sabendo todo o hate que eles iriam receber não duvido mais de nada. Continuarei assistindo o anime e ficando sempre na torcida para que algum dia o Ash vença alguma liga, que o Ash vai vencer algum dia eu não tenho duvida, só espero não ter que esperar mais 20 anos para que algo assim aconteça. Dizem que 7 é o numero da sorte, o jeito agora é esperar mais 3 anos para vermos se Ash vai conseguir dá um passo a mais e finalmente vencer alguma liga, mas como ainda não sabemos nada sobre o anime de Sun&Moon é impossível especular agora.
    Só peço que XY tenha um final digno e que o Ash continue maduro como está e amadureça ainda mais em Sun&Moon. Torço muito para que a Serena continue também, mas como já disse acima não tenho mais certeza de nada. Nem sei mais o que dizer ou pensar, estou triste, mas a vida é assim, temos apenas que aceitar.
    Sei que muitos estão com raiva e tristes, mas peço que não desistam do anime, superaremos esta derrota algum dia e quem sabe juntos celebraremos a vitoria do Ash, mesmo que demore mais do que esperávamos.
    Peço desculpas se pareci muito chato neste desabafo, já estou superando esta derrota do Ash, apesar de ainda esta triste. Espero que todos conseguam superar ela  e que continuem assistindo o anime também, apesar de toda a tristeza, nem tudo está acabado e o futuro pode ser muito promissor. Desejo a todos um bom dia(sei que não está sendo um, mas desejo que se torne um bom dia)! Tudo de melhor e até mais!

  • Pokémon ThunderStorm – Capítulo 04

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    Cidade de Sunyshore (Sinnoh), 9 de Junho de 2016.

    Diversas dúvidas passaram pela mente de Volkner. Se ele pudesse encontrar quem matou Hiroshi poderia vingar seu amigo. A mente de Volkner estava confusa, ele não conseguia mais raciocinar direito, as únicas palavras que conseguiram sair de sua boca foram as seguintes:
    Eu aceitarei a missão.
    Muito bem, mas antes de ter 100% de certeza que participará da missão eu gostaria que você participasse de uma reunião na sede da PI de Kanto, para poder saber mais detalhes da missão. Está de acordo? – indagou Grumman.
    Sim. – Foi uma resposta rápida e clara.
    Antes que eu me esqueça, pode passar o telefone para Irisviel? Tenho algo a falar com ela.
    O loiro sentiu receio de passar o telefone, não sabia o que Grumman poderia querer com sua esposa, mas Volkner sabia que o velho o enrolaria até que fizesse. Por fim, Volkner chamou Irisviel e passou o telefone para ela. Ao ouvir a voz do outro lado, Irisviel reconheceu a voz que nunca esquecera.
    Irisviel, quanto tempo! Você está bem? E suas filhas? Tenho certeza que já cresceram bastante.
    Grumman, não me venham com esta enrolação. – reclamou Irisviel. – Me diga, o que você está querendo de mim?
    Sobre isso…

    Planalto Índigo(Kanto), 9 de Junho de 2016.

    O estádio estava lotado, a plateia gritava de ansiedade. Na arena, localizada no centro, uma batalha esteva prestes a começar, dois treinadores entraram em campo, do lado esquerdo um homem de olhos verdes e cabelos negros, ele vestia uma calça jeans e uma camiseta branca. Do lado direito entrava uma garota de aparência bem jovem, sua pele era bastante clara, era bem baixinha, tinha lindos olhos azuis cristalinos e seus fios de cabelos eram azuis que nem o céu estrelado, ela também possuia bochechas rosadas. Suas vestimentas eram roupas de colegiais, sua camisa era branca, possuía um laço vermelho amarado em seu pescoço e estava vestindo uma saia curta cinza com listras brancas. Os dois treinadores se posicionaram e o juiz, que já estava no campo os aguardados, anunciou:
    Hoje uma batalha amistosa acontecerá! De um lado o treinador Alvin que está ganhando essa chance única de batalha contra a campeã da Liga Índigo, estou falando nada mais nada menos que Celly Fuyuki, a Campeã Celeste!
    A plateia ia a loucura, a ansiedade era enorme, gritavam o nome da campeã e comemoravam o início da batalha.
    A batalha será bem simples, um contra um, sem trocas. O vencedor será o último de pé. Com as regras já ditas, que a batalha comece!
    Os dois treinadores pegaram e arremessaram suas pokébolas ao mesmo tempo. Duas silhuetas se formaram e finalmente os pokémons foram revelados. Do lado da Celly havia um Arcanine e do lado de Alvin, um Tauros.
    Não vamos fazer o publico esperar mais! Tauros use Zen Headbutt! – ordenou Alvin.
    Tauros disparou galopando para cima do Arcanine, seus chifres começaram a brilhar em azul.
    Arcanine use Extreme Speed para desviar e depois acerte o Tauros! – ordenou Celly.
    Arcanine disparou em corrida para cima do Tauros, ao redor de seu corpo uma ventania se formava, era como se seu corpo tivesse se tornado um tornado. Tauros galopou para cima do Arcanine tentando acertá-lo, mas a velocidade do pokémon de fogo era absurda e ele desviou facilmente. Tauros não desistiu e trocou de direção confiante que dessa vez o acertaria. Foi então que Arcanine passou correndo pelo seu lado, causando uma forte pressão, que quase o derrubou, mas Tauros se manteve firme em pé. Arcanine começou a correr ao redor do Tauros que já não conseguia mais acompanhar os movimentos do felino. Em um piscar de olhos, Arcanine correu em direção ao Tauros o acertando em cheio e o arremessando até a parede do estádio.
    Tauros! – exclamou Alvin preocupado.
    Os escombros da parede estavam por cima do Tauros, que conseguiu se levantar e voltar para o campo de batalha.
    O Arcanine é muito rápido, não vamos conseguir acertá-lo de perto. Tauros use Stone Edge!
    Tauros levantou suas patas dianteiras e bateu no chão, fazendo diversas rochas azuis saírem do chão indo em direção ao Arcanine.
    Arcanine use o Extreme Speed mais uma vez e desvie de todas as pedras enquanto vai direção ao Tauros para acertá-lo.
    Mais uma vez Arcanine disparou em direção ao Tauros. As grandes rochas tentavam acertar o Arcanine que com sua extrema velocidade conseguia desviar de tudo, seja esquivando ou pulando. As rochas o seguiam, mas isto não adiantavam e sua velocidade superava qualquer desses obstáculos. Arcanine se aproximava de Tauros para acertá-lo.
    Não deixe ele chegar perto! Flamethrower! – ordenou Alvin.
    Arcanine, Flamethrower também!
    A boca dos dois pokémons se encheram de chamas que foram cuspidas em direção ao outro. As duas lança-chamas se colidiram criando uma grande onde de calor que esquentava o estádio inteiro. Nenhum dos dois pokémons cediam, as chamas se intensificavam dos dois lados, uma empurrando a outra para seu adversário.
    Arcanine! – chamou Celly ao olhar em direção aos olhos de seu pokémon que entendeu o recado.
    O lança-chamas do Arcanine foi ficando mais fraco e a grande onde de chamas do Tauros a empurrou, acertando o pokémon de fogo.
    Isso! – comemorou Alvin, mas por algum motivo Celly estava rindo. – O que é de tão engraçado?
    Você caiu direto na minha armadilha. – respondeu ela.
    Repentinamente, o corpo do Arcanine começou a brilhar e chamas começaram a envolver seu corpo.
    O que está acontecendo? – indagou Alvin.
    Está é a habilidade do Arcanine, Flash Fire. O Pokémon que possui ela ao receber um dano de algum ataque do tipo fogo, a habilidade se ativa, assim tornando o usuário imune a fogo e aumentando o seu poder de golpes do mesmo elemento. – explicou Celly. – Você devia ter estudado mais. Agora, você está ferrado, vou por um fim nisso! Arcanine use Flare Blitz!
    Arcanine começou a correr e ao redor de seu corpo chamas forma formadas, parecendo um parafuso que cortava o campo com suas chamas.
    Tauros, pare ele com Stone Edge.
    O pokémon touro bufou e rochas foram invocadas do chão. Elas colidiriam com o Arcanine, que correu em direção a rocha a perfurando e derretendo com seu corpo. Arcanine estavam na frente do Tauros preparado para acertá-lo.
    Tauros use Giga Impact! – exclamou Alvin desesperado ao ver a grande onde de calor na sua frente.
    Uma aura branca com chamas amarelas se formaram ao redor do corpo do Tauros quando ele começou a correr em direção ao Arcanine com seu corpo flamejante. Os dois quadrupedes se colidiram causando um grande explosão que tremeu o estádio, algo que deixou muitos com medo, mas felizes com a batalha. A grande cortina de fumaça que formara começou a dissipar-se e por fim o vencedor foi revelado.
    Tauros está fora de combate! A vencedora é a Campeã Celly Fuyuki e seu Arcanine!
    Gritos ecoaram pela multidão, a emoção era grande.
    Você foi muito bem Arcanine. – disse Celly acariciando seu pokémon no meio do campo.

    Cidade de Lumiose (Kalos), 9 de Junho de 2016.

    Lá estava Augustine, dentro de uma cela escura e fria, era bem pequena, tinha apenas uma cama dentro dela e na parede havia uma janela cheia de grades, mas que era impossível de fechar, ela ficava ventando bem forte e deixava aquela cela um gelo. Augustine estava deitado na cama entendiado, não conseguia aguentar esperar mais e gritou para o policial que estava guardando sua cela:
    Brutus, cadê a Sophie? Ela está demorando muito, já faz um dia que estou preso nessa cela! Você não disse que ligaria para ela?
    O policial brutamontes ouviu o grito de Augustine e respondeu:
    Eu já liguei para ela, mas ela disse que está de saco cheio de ficar vindo aqui te soltar. Ela também disse que vai ser bom para você ficar preso por mais tempo e repensar suas ações.
    Repensar minhas ações? Você não está entendendo, eu e Rumiho somos almas gêmeas é amor verdadeiro, se eu pudesse voltar no tempo faria tudo de novo!
    A voz de Augustine ecou por toda a cela, foi então que algum policial apareceu segurando um telefone e dizendo que era para Augustine. Brutus disse que ele não estava em condições de receber telefonemas, mas o policial disse que era importante e Brutus cedeu dando o telefone para Augustine, que agarrou o telefone rapidamente e exclamou nele:
    Rumiho! Minha amada! Sabia que você não poderia esquecer de mim! Esperei por você por todo esse tempo! Eu disse que eramos almas gêmeas! Vamos nos casar!
    Augustine estava emocionado e animado, mas essas emoções foram jogadas no lixo quando uma voz masculina e velha falou através do telefone:
    Sycamore, eu nunca imaginei que você tinha essas emoções por mim, muito obrigado, mas você acabou confundindo o meu nome.
    Eu não estava falando de você! Estava falando de minha doce amada.
    Que decepção.
    Desculpe, mas quem é você mesmo?
    O que? Você não conhece reconhecer minha, estou me sentindo ofendido. Sou eu Grumman!
    A… claro …Grumman … Não me lembro de você.
    Estou me sentindo cada vez mais ofendido. Eu sou Grumman da Polícia Internacional, você me conheceu quando Volkner pediu sua ajuda com umas pesquisas em Hoenn.
    Grumman! Verdade, tinha me esquecido de você, mas não se preocupe já me lembrei. Mas o que te faz me ligar?
    Eu queria te convocar para uma missão.

    Cidade de Mossdeep (Hoenn), 9 de Junho de 2016.

    Steven estava em em seu quarto de pesquisa observando suas pedras com muito cuidado, prestando atenção nos máximos detalhes, sua determinação era enorme quase não chegava as piscar. Com muito cuidado ele mexia nas pedras e anotava num bloco os que percebia. Foi então que Elesis bateu na porta e anunciou:
    Mestre Steven, tem alguém querendo falar com o senhor no telefone!
    Diga para ele que estou ocupado! - Steven gritou para a porta.
    Mas ele disse que é muito importante! - insistiu Elesis.
    Steven respirou fundo, parou de fazer o que estava fazendo e disse:
    Entre logo e me dê o telefone.
    Elesis entrou no quarto e gentilmente entregou o telefone ao Steven, que lhe deu uma bronca por não estar lavando as pedras deles e mandou ela fazer isso urgentemente se não seria demitida. Elesis ficou assustada e voltou logo para seu trabalho. Quando ela saiu, Steven pegou o telefone e indagou:
    Alô? Quem é o infortunado que está me atrapalhando?
    O infortunado cheiroso sou eu que estou falando, Grumman! – respondeu Grumman.
    Grumman? Claro, só podia ser você. O que você quer dizer que é tão importante para me interromper enquanto estou trabalhando? – questionou Steven.
    Vamos em partes…

    Cidade de Goldenrod (Johto), 9 de Junho de 2016.

    Itaru estava em seu quarto junto com seu Pokémon, eles estavam mexendo no computador.
    Para vencer a Competição dos Draconianos eu preciso montar meu personagem com as melhores habilidades, armas e armaduras. – comentou Itaru concentrado. - O que você acha dessa?
    Ele apontou para uma luva de diamante dentro do jogo.
    Yama yama. – Hariyama fez um gesto que queria dizer boa escolha.
    Enquanto os dois montavam o avatar de Itaru para a competição o telefone tocou.
    Quem será que é? - Itaru perguntou a si mesmo.
    Ele pegou o telefone e atendeu:
    Alô, quem é?
    Itaru, aqui é Grumman, o líder da sede de Kanto da Polícia Internacional. – respondeu a voz que Itaru ouviu no telefone.
    Ao ouvir o nome, Itaru ficou preocupado e tentou terminar a conversa:
    Polícia Internacional? Acho que ligou errado. Eu não fiz nada. Tchau.
    Não desligue ainda! – pediu Grumman. – Tenho algo muito importante para falar.
    Já disse, eu não fiz nada. – falou Itaru assustado.
    Não é o que você fez, e sim o que eu quero que você faça.
    Como assim?
    Jovem Itaru, eu preciso de um hacker e eu sei que você é um dos melhores.
    Ha...cker? Você está enganado, eu não sou um hacker nem nada disso. Sou apenas um gordo que fica jogando jogos o dia todo. – Itaru se assustou ao ouvir o que Grumman falou e tentou desvia a conversa.
    Não minta para mim, eu sei que você hackeou os servidores da PI quando tinha vinte anos, mas sua mãe aceitou a culpa e foi presa no seu lugar. – contou Grumman.
    Não me prenda, por favor! – exclamou Itaru.
    Não estou aqui para te prender, já te disse que preciso de sua ajuda.
    Mas ajuda para que?
    Muito bem, explicarei a situação.


    Cidade de Lumiose (Kalos), 9 de Junho de 2016.

    Rumiho estava com Azusa em seu camarim tirando suas orelhas de gato e sua roupa de empregada, Azusa estava colocando sua roupa casual para ir embora, as duas estavam conversando sobre o Maid Café:
    Azusa, quantos clientes nos tivemos hoje? – indagou Rumiho ao fitar os olhos de sua amiga.
    Não sei o número direito, mas Tsukiko disse que os nossos clientes estão abaixando, que estamos com muitas dívidas e se isso continuar vamos ter que fechar o Maid Café. – respondeu Azusa com tom de voz bem triste.
    Não fique triste Azusa, eu prometo que vou conseguir o dinheiro e não vamos ter que fechar o Maid Café.
    Se Rumiho diz, Rumiho compre. Acredito em você, afinal esse é seu lema. – comentou Azusa terminando de vestir sua roupa. – Bem, já vou indo. Nos vemos amanhã?
    Nos vemos amanhã.
    Azusa saiu do camarim e Rumiho terminou de tirar suas roupas e procurou pela sua roupa casual para vestir, depois de vesti-la seu celular toca. Ela olha o nome que está escrito e ver “Grumman”.
    O que ele quer dessa vez? – Rumiho perguntou a si mesma enquanto atendeu a ligação.

    Cidade de Sunyshore (Sinnoh), 11 de Junho de 2016.

    Volkner e Irisviel estavam fitando a porta de sua casa enquanto esperavam suas filhas e Aloutte. O dia estava bastante claro e o sol brilhava fortemente, estavam indo para a sede da Polícia Internacional em Kanto, mas antes precisavam se despedir. Depois de um certo tempo suas filhas e Aloutte vieram se despedir em frente a porta.
    Mestre Volkner, mestra Irisviel, eu trouxe as meninas para se despedirem. – anunciou Aloutte.
    Muito obrigado, Aloutte. – agradeceu Volkner.
    Papai, mamãe! - disseram as duas meninas juntas. – Vamos sentir saudades.
    Nos também vamos, Illya e Elesa. Mas não se preocupem papai e mamãe vão voltar assim que puderem e vamos ligar sempre. – prometeu Irisviel sorrindo lidamente enquanto olhava para suas filhas.
    Sua mãe esta certa, voltaremos o mais rápido possível, então não se preocupem, vocês sabem que nos amamos muito as duas.
    Nos também amamos muitos vocês. - disseram as meninas.
    Aloutte, tome conta delas enquanto estivermos fora. – pediu Volkner.
    Vou cuidar, mestre Volkner. – concordou Aloutte.
    Aloutte, também vou sentir saudades de você, se lembre que se algo acontecer ou precisa de algo é só ligar. – falou Irisviel enquanto abraçava Aloutte.
    Sim mestra Iri, vou cuidar muito bem das duas e certamente sentirei saudades. – revelou Aloutte.
    Al, você sabe que não precisa nos chamar de mestres, afinal nos conhecemos desde de pequenas.
    Vou tentar Iri.
    É um começo. – comentou Volkner.
    Todos se abraçaram e se despediram, as meninas começaram a chorar de saudades, mas Irisviel e Aloutte conseguiram fazê-las pararem. Depois da despedida, Volkner abria a porta para sair de sua casa junto com Irisviel, mas antes de sair ele ficou fitando a saída por muito tempo, não sabia quando voltaria, mas ele nunca imaginaria que o que estava preste a acontecer e que talvez ele nunca mais chegasse a abrir aquela porta novamente.
    Ao sair de sua casa, olhou para sua esposa e indagou:
    Iri, tem certeza que quer fazer isto?
    Volks, você sabe que sim. Não acho certo deixarmos nossas filhas sem nem um pai ou uma mãe, mas se está missão for realmente perigosa e tiver algo a ver com o assassinato de Hiroshi como Grumman disse, eu tenho certeza que me arrependerei se deixar você ir sozinho. Além do mais, se eu não for quem é que vai cuidar de você? – disse Irisviel.
    Você sabe que eu já sou bem crescidinho, não é?
    Por fora sim, mas por dentro continua sendo uma criança! – sorriu Irisviel. – Mas este é um dos motivos do porquê eu te amo!

    Cidade de Lumiose (Kalos), 11 de Junho de 2016.

    Rumiho estava no aeroporto de Lumiose esperando o seu voo, tinha chegado cedo para fazer o check-in e despachar sua bagagem, mas agora ela estava ficando entediada, não tinha nada para fazer sentia sono, mas não queria dormir, pois podia perder o seu voo. Elas estava sentindo seus olhos fechados, tentava resistir a tentação, mas o esforço foi em vão, seus olhos se fecharem e ela começou a dormir. Dormiu por algum tempo, mas sentiu algo tocando os seus lábios, foi abrindo seus olhos devagorosamente, quando viu que estava acontecendo tomou um susto. Um homem de cabelos pretos, olhos cinzas e que vestia um jaleco branco a estava beijando. Ela corou e empurrou o homem com toda força enquanto gritava e gaguejava:
    O..o...qu...e....vo....cê... esta fazendo?
    Querida Rumiho, finalmente nos encontramos novamente! – exclamou o homem que fitou os olhos de Rumiho enquanto sorria.
    Augustine! – berrou Rumiho. – O que você pensa que estava fazendo?
    Eu estava te beijando. – respondeu Augustine. – Quer outro beijinho?
    Suma daqui! Eu pensei que você tinha sido preso.
    Não se preocupe minha querida, eu já fui preso várias vezes e serei preso muitas outras no futuro, mas agora eu sou um homem livre!
    Deviam ter te deixado preso.
    Rumiho, não precisa ter vergonha você sabe que eu gosto de você. Vem cá e me dá outro beijinho – pediu Augustine enquanto fazia biquinho.
    Eu já disse para sumir daqui! – berrou Rumiho enquanto empurrava Augustine para longe.
    Não te entendo, primeiro me beija, agora quer que eu vá embora? Mulheres são realmente complicadas.
    O que! Eu não te beijei, você se aproveitou de mim, que estava indefesa enquanto dormia e saiu me beijando!
    Mas você gostou não foi?
    Hum? – Rumiho corou e começou a gritar – Claro que não seu idiota! Sai daqui se não vou chamar a policial.
    Receio que você não possa fazer isso. Eu estou numa missão secreta muito importante que pode mudar o rumo do mundo.
    Você? Pare de mentir e saia logo daqui!
    Parece que não vai acreditar em mim. Mas antes de eu ir, gostaria que você me dissesse onde eu posso pegar esse voo. Estou meio perdido. – pediu Augustine enquanto mostrava sua passagem.
    Rumiho segurou a passagem e olhou para ela, quando viu o número do voo, ela soltou um berro:
    Impossível!
    O que foi, Rumiho?
    Você está no mesmo vou do que eu. Além disso o seu lugar é do lado do meu.
    Esplendido! Quer dizer que vamos juntos para Planalto Índigo.
    Depois de ouvir o que Augustine disse Rumiho percebeu uma coisa, mas ela se recusou a acreditar. Para ter certeza se o que ela temia era real, ela fez uma pergunta a Augustine.
    Augustine, essa missão que você falou, tem alguma coisa relacionada à reunião na sede da Polícia Internacional de Kanto?
    Sim, como você sabia?
    Eu sabia porque também vou participar dela. – comentou Rumiho tristemente enquanto pensava que a vida as vezes era injusta.

    Planalto Índigo(Kanto), 11 de Junho de 2016.

    Volkner e Irisviel já tinha chegado na sede da PI de Kanto, que fica localizada no Planalto Índigo ao lado da Liga. Os dois estavam dentro da sala onde seria a reunião, ela era espaçosa tinha uma mesa retangular grande no meio, onde havia 10 cadeiras, oito nas pontas e uma em cada cabeceira, a mesa era feita de carvalho, assim como as cadeiras que também eram acochadas. Na sala também podia se ver um telão enorme no lado oposto da porta atrás de uma das cabeceiras da messa. A sala era iluminado por um lustre enorme que ficava bem acima da mesa. Volkner e Irisviel estavam sentados no lado direito da mesa, um do lado do outro enquanto esperavam pelo início da reunião.
    Depois de esperar por um longo tempo, Volkner já estava cansado de esperar e queria ir no banheiro, não aguentava segurar mais. Antes de sair ele avisou para Irisviel onde ia e foi procurar o banheiro. Quando saiu da sala, viu um corredor enorme cheio de portas que ele não sabia a onde o levariam, então procurou por alguém para saber aonde era o banheiro, descobrindo saiu correndo, já estava muito apertado, mas quando foi virar para o corredor do lado se esbarrou com alguém, derrubando a pessoa e a si mesmo.


    No grande portão da entrada da sede da Polícia Internacional, Celly estava ali tentando entrar, mas os guardas não deixavam.
    Senhorita, aqui não é lugar para crianças! É bom você procurar seus pais e voltar para casa. – ordenou um dos guardas.
    Eu não sou uma criança, seu idiota! Eu já sou bem crescida! Agora, me deixe entrar!
    Não podemos fazer isto, eu já disse, este lugar é restrito, apenas pessoal autorizado pode entrar. – explicou o homem.
    Me chamaram aqui! É melhor você deixar eu entrar por este portão, se não…
    Se não, o que? Vai começar chorar e chamar o papai! – debochou o homem que começou a rir.
    Eu vou te matar, seu desgraçado. – Celly pulou em cima do guarda e começou a morder seu braço.
    Me largue! Está doendo sua criança maldita!
    Eu já disse que eu não sou uma criança! – reclamou Celly enquanto mordia o braço do guarda com mais força. Ele mexia o braço tentando tirar a garota, mas ela era resistente e não soltava.
    O que está acontecendo aqui? – indagou uma velha senhora que acabara de chegar. Ela tinha cabelos loiras e olhos negros. Vestia um uniforme roxo com um avental branco e se apoiava num cajado para andar.
    Professora Agatha! – exclamou Celly ao soltar o braço do guarda.
    Ainda bem que você chegou, senhora Agatha da Elite dos Quatro. Esta menina ficou louca, estava querendo entrar na sede da PI e por causa de eu não ter deixado mordeu me braço. – contou o homem.
    Não se preocupe com isso, ela foi convocada para comparecer numa reunião. – revelou Agatha.
    Sério? Uma criança que nem ela foi chamada pelos superiores? – indagou o homem.
    Não me chame de criança! – trovejou Celly que foi ignorada.
    Ela pode ser uma criança, mas é a campeã da Liga Índigo, Celly Fuyuki.
    O guarda pareceu surpreso, se desculpou com Celly e deixou ela entrar, que logo em seguida, deu língua para ele.
    Você me ajudou muito, professora Agatha! – agradeceu a campeã.
    E você devia se controlar mais, não pode sair por ai mordendo os outros. – reclamou Agatha.
    Desculpe-me, é que odeio ser subestimada por ser mais nova e pequena.
    Tudo bem, mas se lembre que eu sou sua guardiã, então sou responsável por você. Se fizer alguma besteira, sou eu que levarei bronca.
    Está certo, professora Agatha. – Celly parecia incomoda com algo. – Tem uma coisa que quero te perguntar?
    É sobre o desaparecimento de seu avô, não é?
    Celly concordou.
    Celly, não quero mentir para você. Não conseguimos nenhuma pista, não sabemos aonde ele esteja, nem o que aconteceu com ele. Mas prometo que faremos o máximo para encontrá-lo! Por isso, me desculpe. – Agatha curvou-se para Celly.
    Não precisa disso tudo. Pode se levantar. – pediu Celly. Logo sua expressão ficou triste. – Eu entendo a situação, fico um pouco triste, mas confio em você! Sei que encontrará meu avô.
    As duas conversaram mais um pouco e se separaram, Agatha explicou para Celly o caminho para a sala onde ela deveria ir. Celly continuo caminhando por dentro daquela sede enorme, rumo a sala de reuniões que a esperava, foi então que um homem loiro virou o corredor e colidiu-se com seu corpo.
    Ai, minha cabeça. – reclamou Volkner.
    Seu maldito! Olhe por onde anda! – reclamou Celly.
    Quando Volkner abriu os olhos, viu Celly caída ao seu lado, como a saia da menina era muito curta, ela havia se levantado e Volkner viu logo de cara a calcinha que a Celly vestia, uma calcinha branca com listras azuis. Quando a garota percebeu o que tinha acontecido ela corou tanto que seu corpo inteiro ficou vermelho, ela ficou com raiva e chutou a cara de loiro para longe.
    O que está acontecendo? Achei que coisas assim, só acontecessem em filmes clichês! – pensou Volkner.
    Quando ele tomou a consciência e olhou para a Celly, ela já estava de pé com um olhar envergonhado e meio ameaçador no rosto.
    O que você pensa que está fazendo! Olhando para a calcinha de uma jovem garota que nem eu! Seu tarado! – berrou Celly.
    Foi sem querer eu juro.
    Então passe a prestar mais atenção!
    Me desculpe, prometo que vou.
    Muito bem então.
    Esse momento tinha sido estranho para Volkner, se Irisviel descobrisse o que tinha acontecido ele estaria em apuros, mas então ele percebeu algo estranho. O que estaria uma garota tão jovem fazendo na sede da PI, ela era muito jovem para poder ser uma agente.
    Desculpe querer te incomodar, mas você não deveria estar aqui. – comentou Volkner
    O que você quer dizer? – indagou Celly.
    Bem, aqui é a sede da PI, um local para adultos e não crianças, você não deveria estar aqui. Não sei como você entrou, mas você deve ir embora logo.
    Eu não sou uma criança! Já tenho 14 anos e já estou bem crescida! – berrou Celly.
    Mas de qualquer jeito você não é adulta, para participar da PI, você tem que ter no mínimo 18 anos. Me diga aonde você morra que vou mandar alguém te levar. – explicou Volkner.
    Só porque ainda não tenho 18 anos, não quer dizer que não sou uma adulta. Você não vai me levar para lugar nenhum.
    Você é bem complicada, me diga o número de seus pais que eu ligo para eles virem te buscar.
    Eu não vou, não quero e não posso.
    Por que não pode? Não sabe o número deles, se for isso é só dizer seu nome que alguém aqui deve descobrir. Tenho certeza que seus pais devem estar bem preocupados.
    Isso não vai adiantar. Meus pais morreram, a única pessoa que tenho que posso chamar de família é meu avô, mas ele está desaparecido no momento. – O tom de voz dela mudou, estava triste e sombrio. Seus olhos começaram a lacrimejar. – Desculpe-me, acho que falei demais.
    Apos dizer isso a garota começou a correr para longe enquanto choramingava.
    Eu sinto muito, espere um momento! – pediu Volkner ao tentar segui-la.


    Irisviel continuava na sala de reunião sozinha, estava começando a ficar preocupada, pois Volkner estava demorando muito. Quando finalmente decidiu sair para procurá-lo, alguém entrou pela porta. Era um jovem meio gordo e desengonçado, ele entrou na sala e ao ver aquela linda mulher que era Irisviel, ela parou de caminhar e sentiu que estava vendo um anjo.
    Boa tarde! – cumprimentou Irisviel.
    Bo..a…tarde. – gaguejou ele.
    Grumman também te convocou? Me chamo Irisviel. Qual o seu nome?
    Irisviel, um nome lindo para um lindo anjo. – pensou Itaru.
    Eu me chamo Itaru. – gaguejou mais uma vez.
    Itaru … Certo, não vou esquecer. Você trabalha na PI há quanto tempo?
    Eu nunca trabalhei, Grumman apenas me pediu para vir a essa reunião.
    O que? Quer dizer que você ele te chamou mesmo sendo um civil comum. Só aquele velho, para fazer isso. – comentou Irisviel. – Já que você não trabalha na PI, em que você trabalha? Eu já trabalhei na PI, mas agora sou uma médica. O que você faz?
    Eu bem, é estranho dizer isso, mas eu ganho dinheiro jogando jogos, acho que pode dizer que esse é meu trabalho. – contou Itaru meio envergonhado com o fato.
    Trabalha jogando jogos. Não sabia que dava para ganhar dinheiro assim. Grumman realmente escolheu pessoas diferentes. – riu Irisviel, não do fato, mas da novidade.
    Ao ouvir a risada de Irisviel o coração de Itaru palpitava era muito lindo o que ouvia e via.
    Aposto que meu marido vai gostar de você. – falou Irisviel quando terminou de rir.
    Marido, essa palavra ecou pela mente de Itaru, ele olhou para a mão de Irisviel e viu em seu dedo uma aliança, foi nesse momento que sua curta paixão por Irisviel tinha acabado. Mas mesmo assim ele não podia deixar de gostar de ver aquela linda mulher sorrindo.


    Volkner estava procurando pela menina que ele havia se esbarrado, mas não conseguia encontrá-la. Foi quando ele ouviu um grito de socorro e percebeu que aquela era a voz de Celly, saiu correndo em direção ao grito e quando chegou ao local viu o que tinha acontecido. Ela estava caída no chão e uma pedra do sol estavam quebrada ao seu lado, mas o mais importante e o motivo da garota pedir por ajuda era Steven, que estava com seus olhos ardentes em chamas, alguns diriam que ele estava possuído por um espírito maligno, mas não, este realmente era o Steven. Apos ter visto ele, Volkner logo entendeu o que tinha acontecido.
    O que você fez! Sua menina destruidora de pedras! Eu vou acabar com a sua raça! Desgraçada! – Steven gritava furiosamente para Celly.
    Me desculpe, foi sem querer, eu não queria me esbarar com você.
    O mundo dá voltas. – pensou Volkner.
    Desculpas uma ova! Você destruiu minha pedra do sol, agora eu vou destruir você. – berrou Steven enquanto chegava mais perto da garota.
    Me desculpe! – gritou a garota desesperada e morrendo de medo.
    Steven chegava mais perto da garota, mas foi interrompido por Volkner.
    Steven tenha calma! Eu vou te dar uma nova pedra do sol. Não precisa ficar tão bravo. – prometeu Volkner enquanto segurava Steven.
    Volkner? Não sabia que estava aqui, não te vejo desde de Hoenn. Obrigado por oferecer uma pedra do sol, mas não importa essa garota tem que pagar.
    Disse para ter calma, se uma pedra não é suficiente te darei duas. – ofereceu Volkner.
    Está bem. – concordou Steven se soltando de Volkner e caminhando para longe.
    Steven! – Volkner o chamou.
    O que foi? – indagou ele.
    Foi Grumman que te chamou?
    Sim, e aposto que ele também te chamou. – respondeu Steven.
    Acho que ganharia esta aposta.
    Steven voltou a caminhar para longe. Quando já não o podia ver, Volkner ajudou a jovem garota a si levantar.
    Você está bem? – indagou Volkner.
    Sim. – respondeu Celly.
    Olhe, eu queria me desculpar por antes. Eu não sabia sobre seus pais.
    Não tem problema, você me salvou agora.
    Sabe, eu também perdi os meus pais quando era jovem, então sei que é difícil.
    Sinto muito. – disse Celly.
    Não precisa se preocupar, já superei isso.
    A garota olhou para o corredor e disse.
    Que homem assustador, aquele cara.
    É sim.
    Os dois começaram a rir.
    Sabia que ele é o ex-campeão de Hoenn? Steven é um treinador muito forte, mas largou o posto de campeão para buscar novas pedras pelo mundo. – contou Volkner.
    Que motivo idiota. – debochou Celly.
    É verdade, mas este é o Steven. Um cara assustador e estranho.
    Pode apostar. – riu Celly junto a Volkner.
    Por que você está aqui? Quero dizer por que uma garota tão jovem está aqui? – indagou Volkner.
    Assim como você, Grumman me pediu para vir. – respondeu garota.
    O que aquele velho maldito fez? Chamar uma de menor para uma missão que ele disse ser tão perigosa!
    Não precisa ficar assim, afinal esse é meu dever.
    Dever? Do que está falando?
    A garota com uma expressão de orgulhou falou.
    Eu sou Celly Fuyuki, a atual campeã Liga Índigo, sou mais conhecida com a Campeã Celeste.
    Campeã? – Volkner não acreditou.
    Isso mesmo! E como campeã, tenho que participar das reuniões mais importantes sobre Johto e Kanto.
    Ainda não acredito.
    Só por que eu sou muito nova?
    Não, é porque eu nunca imaginei que a campeã da liga índigo fosse uma garota tão fofa e bonita que nem você.
    A garota corou tanto que sua suave pele branca ficou vermelha assim como a lua em um eclipse. Volkner riu da expressão de Celly, os dois continuam conversando e rindo juntos. Talvez naquele momento eles não soubessem, mas aquela amizade que acabava de se formar mudaria não apenas seus destino, mas o destino de todos aos seus arredores.


    Irisviel e Itaru continuavam na sala da reunião esperando pelos outros, ela continuava sentada numa cadeira do lado direito e ele se sentava numa cadeira do lado esquerdo, continuavam conversando e descobrindo cade vez mais um pouco da vida do outro. A porta finalmente abriu e quem chegou não foi Volkner como Irisviel esperara e sim Steven.
    Steven, você também foi chamado por Grumman? Realmente esse velho é estranho. – confirmou Irisviel.
    Irisviel, você também está aqui. Isso facilita as coisas, lembre Volkner que ele me deve duas pedras do sol. – pediu Steven.
    Irisviel pareceu surpresa e sem entender direito, mas não tentou pensar muito.
    Esse é o seu marido? – indagou Itaru.
    Não! Está maluco! - Irisviel gritou rapidamente. - Ele é apenas um conhecido.
    E você quem é? – perguntou Steven fitando Itaru.
    Eu me chamo Itaru, muito prazer.
    Acho que você vai ter mudar essa última parte. – comentou Irisviel bem baixinho.
    Mais uma vez o som da porta abrindo ecou na sala, mas dessa vez entraram duas pessoas. Um homem usando um jaleco branco e uma mulher de olhos e cabelos rosas. Os dois entraram discutindo, na verdade parecia que a mulher estava discutindo com uma porta, pois o homem nem prestava atenção. Ele fez um sinal para ela parar de falar e olhou para todos naquela sala e disse.
    Maravilhoso! Finalmente chegamos! Para os que não sabem, eu sou Augustine Sycamore.
    Augustine? Você também foi convocado por Grumman? – questionou Irisviel.
    Irisviel, você acertou. Faz muito tempo que não nos encontramos. Como você está? E suas filhas estão bem?
    Sim, obrigada por perguntar. – respondeu Irisviel.
    Você também conhece ele? Filhas? – indagou Itaru.
    Sim, ele é primo do meu marido. – respondeu Irisviel.
    De segundo grau, querido. – Augustine piscou para Itaru que sentiu um frio na espinha.
    Rumiho ao perceber que estava sendo deixada de lado tentou entrar no meio da conversa.
    Estão esquecendo que eu também estou aqui. – reclamou Rumiho frustrada.
    Me desculpe, me chamo Irisviel. Qual seu nome?
    Eu me chamo … – Rumiho foi interrompida por Itaru.
    Você a não conhece, ela é a Deusa dos Maid Café, super famosa e linda. Um dos meus sonhos é ir em seu Maid Café em Kalos e ouvir sua linda voz. Ela é conhecida como Rumiho, a maid perfeita! - disse Itaru super empolgado.
    Quer dizer que você é famosa assim. – disse Irisviel a admirando.
    Não é pra tanto. - falou Rumiho humildemente.
    Além disso tudo, ela também é a minha namorada. Vamos nos casar em breve. – comentou Augustine.
    Namorada? Vão se casar? – exclamou Itaru deprimido, outro de seus sonhos ia por aguá abaixo no mesmo dia.
    Nada disso, eu nunca seria namorada de um lixo pervertido que nem você! – berrou Rumiho se referindo a Augustine.
    A chama do sonho de Itaru se acendera novamente.
    Você se esqueceu do nosso beijo no aeroporto? – indagou Augustine.
    Beijo? – falou Itaru deprimido novamente.
    Aquilo não foi minha culpa, foi um abuso seu. – reclamou Rumiho.
    Os dois continuaram a discutir por um tempo, mas Irisviel consegui fazê-los pararem de brigar. Todos se sentaram e se apresentaram.
    Irisviel, já que você está aqui, ele também deve estar não é? – indagou Augustine.
    Sim, você está certo.
    A quem vocês estão se referindo. – perguntou Rumiho.
    O famoso marido de Irisviel, Volkner Misaka… – respondeu Augustine.
    Quem?
    Muitos não o conhecem pelo verdadeiro nome, pois ele ficou conhecido por outro. Um nome que traz terror até os mais bem preparados… Justiceiro Dourado! – gritou Augustine.
    Justiceiro Dourado? – repetiu Rumiho com medo.
    Eu li que ele é uma criatura gigante, monstruosa e sem coração. Dizem que ele sempre mata todos os que entram em seu caminho e também os seus companheiros de sua missão. – disse Itaru com tremendo de medo.
    Onde você leu isso? – questionou Irisviel.
    Na Internet. – respondeu Itaru.
    Não se preocupem, aqui nesta sala os únicos que o não conhecem é você, você e você. - Disse Augustine apontando para Itaru, Rumiho e Steven.
    Na verdade, eu o conheço. E Ele me deve duas pedras do sol. – contou Steven.
    OK… Então os únicos que não conhecem são você dois. – falou Augustine.
    Foi então que eles ouviram a porta abrindo novamente.
    Ele está vindo! A criatura gigante, monstruosa e sem coração! Se preparem! – alertou Augustine.
    A porta estava abrindo devagorosamente, uma sombra entrava por ela. Rumiho e Itaru estavam temendo quem ou o que entraria por ela, mas ao a sombra ficar mais clara e visível, eles não foram os únicos que se surpreenderam. Quem entrou na sala foi Volkner, mas ele não estava sozinho, Celly estava entrando junto, o segurando pelo braço e escondendo parte do seu corpo atrás do de Volkner.
    Parece que chegamos a tempo. – comentou Volkner.
    Irisviel, esse é o seu marido? Volkner? Justiceiro Dourado? – questionou Itaru.
    Sim. – respondeu ela.
    Parece que minhas fontes na Internet estavam eradas. – disse Itaru.
    Volkner parecia estar relaxado até ver a expressão assustadora de sua esposa.
    Volkner Misaka, eu poderia saber quem é essa garota o acompanhando e o porquê você demorou tanto? – indagou Irisviel com um sorriso maquiavélico.
    Não é nada do que está pensando. – alertou Volkner. – Vamos Celly, se apresente!
    Mas eu estou com medo dele. – contou Celly ao apontar para Steven.
    Não se preocupe, eu já resolvi isso. É só não ficar encarando ele.
    Está bem.
    A garota soltou o braço de Volkner e se apresentou fazendo uma referência.
    Eu me chamo Celly Fuyuki, sou a atual campeã da liga Índigo, prazer em conhecê-los.
    Maravilhoso! Esplendido! Estou apaixonado! Que garota linda! Vamos nos casar! Venha cá doçura! – gritava Augustine de emoção.
    Me protege! – pediu Celly enquanto agarrava o braço de Volkner mais uma vez.
    Droga, deixei minha guarda baixa, nunca imaginei que Augustine estaria aqui também. – pensou Volkner.
    Augustine, meu primo. Faz um bom tempo que eu não te vejo, engraçado que a primeira coisa que eu quero fazer é te mandar ir embora. – contou Volkner.
    Meu priminho do meu coração, aonde foi que você encontrou essa beldade? – indagou Augustine enquanto mandava beijos para Celly.
    Você está a assustando. – avisou Volkner.
    Me desculpe, mas você ainda não respondeu minha pergunta.
    Bem, eu estava indo para o banheiro, mas me esbarrei com ela, cai no chão e quando eu abri os olhos eu vi a … – Volkner fez uma pausa, percebendo que tinha falado demais.
    Vi o que, querido? – indagou Irisviel.
    Nada não. – respondeu Volkner.
    Celly, certo? O que aconteceu depois? Eu sou a esposa dele, então mereço saber, não acha? – indagou Irisviel.
    Está certo, vou contar. Quando nos esbarramos e eu abri os olhos, ele estava olhando para minha... calcinha. - disse Celly toda corada.
    Estou morto! – pensou Volkner.
    O que? – Todos se perguntaram, menos Steven, que não estava ligando.
    Devia imaginar, tal primo tal o outro. – comentou Rumiho.
    Isso é injustiça! Eu que deveria ver a calcinha dela! – reclamou Augustine.
    Volkner Misaka! – exclamou Irisviel furiosamente.
    Esperem, não é o que você estão pensando. Foi um acidente! – disse Volkner.
    Depois de algum momento de discussão, Volkner conseguiu explicar o ocorrido, se apresentou a todos e se sentou. Na mesa no lado direito estavam sentados Irisviel, Volkner e Celly. Do lado direito estavam sentados Itaru, Steven, Rumiho e Augustine.
    Nunca imaginei que o tão temido Justiceiro Dourado seria alguém assim. Achei que ele seria um cara assustador ou coisa do tipo. – contou Rumiho para Irisviel enquanto ria.
    - É assim que as pessoas pensam que ele é. Mas se você o conhecer como conheço saberá que ele tem um coração muito doce. - disse Irisviel para Rumiho.
    Enquanto esperavam a reunião começar eles ião se conhecendo melhor. Todos já estavam ficando cansados de esperar.
    Cade Grumman que não chega nunca? – indagou Volkner.
    Ele é assim mesmo, sempre se atrasando. Mas não se preocupe ele irá vim. Eu conheço muito bem ele para saber que ele só chega 30 minutos depois do combinado. – falou Rumiho.
    Como você sabe? – indagou Volkner.
    Eu sei disso, porque ele é meu pai. – respondeu Rumiho.
    Pai? – Todos se surpreenderam incluindo Steven.
    Então a porta que estava um bom tempo fechada finalmente abriu-se e quem entrou foi o velho que havia chamado todo mundo para a missão, além dele, uma mulher jovem de cabelos negros entrou também. Todos fizeram silêncio. Os dois foram para o lado onde estava a tela gigante e Grumman disse:
    Como vocês já sabem, eu que chamei todos vocês aqui. Me chamo Grumman e essa jovem ao meu lado se chama Maiya. Desculpe-me pelo atraso, mas acredito que serviu para vocês se conhecerem. Prestem muita atenção no vou dizer.
    Todos já estavam prestando atenção desde do momento que ele entrara pela porta.
    Chega de enrolação e vamos começar logo essa reunião. E sim eu rimei.
    Apesar da piada horrível de Grumman, todos estavam ansiosos de alguma forma. Cada pessoa naquela sala, estava sentada ali, por algum motivo, cada um com suas próprias ambições e desejos. Por fim, a reunião finalmente começou, o que ninguém sabia naquele momento que o rumo que fosse tomado por aquela reunião, mudaria…

    O futuro da região de Kanto.
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